terça-feira, 22 de julho de 2014

O consumidor do futuro e as mídias sociais!


Poderíamos dizer que o consumidor do futuro será formado pelas novas gerações, crianças e adolescentes, considerados nativos digitais, por terem nascido (e continuarem nascendo) num período em que o computador e a internet já eram (e continuarão a ser) populares, há cerca de 20 anos. Sua facilidade e domínio em lidar com as novas tecnologias é evidente, e aos poucos, as velhas gerações tentam acompanhar este ritmo acelerado, ainda que não consigam dar conta.
 
Esse crescimento global tão acelerado não tem nenhum precedente histórico. O dilúvio informacional jamais cessará.” Pierre Levy
 
Mais de 50% do planeta já tem acesso à Internet e o Brasil fica entre os 5 primeiros colocados em usuários conectados, além de ocupar o 1º lugar no mundo em usuários mais tempo conectados.
 
A questão aqui não é se este uso é positivo ou negativo, mas que é um processo irreversível e caberá às velhas gerações se prepararem para lidar com esta nova realidade e conduzir às novas gerações neste desafiador processo de transformação.
 
Usuários passivos deram lugar aos ativos e participativos, que cada vez mais exigirão espaço nas produções culturais e se tornarão protagonistas nas suas relações de consumo, agora coletivo.
 
As corporações estão se voltando aos consumidores ativos, porque precisam fazê-lo, se quiserem sobreviver!" afirma Henry Jenkins em seu livro A cultura da convergência.
 
Os consumidores agora tem VOZ, e as instituições precisam exercer a ESCUTA, para não se afundarem. Mesmo não querendo, as instituições já se fazem presentes na internet, através do próprio público, que satisfeito ou insatisfeito, expõe em escala global, e não mais somente local (boca-boca), suas positivas e negativas experiências. Como não querer escutar o que eles tem a dizer?!

O celular, principalmente o smartphone, tornou-se o canivete suíço eletrônico, que converge em um único (e pequeno) aparelho, múltiplas funções, já presentes em diferentes plataformas (mídias tradicionais), como se comunicar, escrever, fotografar, filmar, ouvir música, editar, pesquisar, calcular, publicar, mas acima de tudo, compartilhar todo esse conteúdo em mídias sociais, aplicativos e plataformas pensados para a Internet, que permitem a criação e a troca de muitos para muitos.
 
O Facebook, por exemplo, existe há pouco mais de 10 anos e se tornou o canal mais efetivo de marketing digital no mundo, porque se investe pouco, mas se colhe muitos resultados e em pouco tempo. E é quem ocupa 1 em 4 minutos de um usuário conectado.
 
As instituições, sejam elas, escolas, lojas, empresas, família, etc, podem aproveitar todo esse conteúdo disponível em redes e de fácil acesso, para se reinventarem e aprenderem com os usos que as novas gerações vem fazendo com a tecnologia que tem a seu dispor.
 
“Ao tratarmos de pedagogia midiática, não podemos mais imaginá‐las como um processo em que adultos ensinam e crianças aprendem. Devemos interpretá‐la como um espaço cada vez mais amplo, onde as crianças ensinam umas às outras e onde, se abrissem os olhos, os adultos poderiam aprender muito.” Henry Jenkins
 
Você vai ficar fora dessa?

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